domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quanta ladeira. Coimbra, quanto ladeira...

Sair o ritmo frenético de Londres e cair numa cidadela de estudantes em Portugal é uma experiência no mínimo intrigante.

A última semana lá foi emocionante. Mil coisas acontecendo ao mesmo tempo, trabalhando pacas, calorosas e surpreendentes manifestações de carinho e toda ansiedade do que estava por vir.

Na primeira semana cá, tive todas aquelas tarefas burocráticas, conhecer, familiarizar e estudar. Tudo ok.

Já na segunda... não sabia o que fazer. A noção de tempo se transformou drasticamente. Não tinha internet!

Passei a estar a 15 minutos caminhando de qualquer para qualquer lugar. Ladeiras intermináveis regadas à chuva quase que constante. Sem pressa, sem estresse, a vida é simples e alegre.

Pessoas maravilhosas logo de cara. Uma cena onde o alternativo é a regra, os vegetarianos não são minoria, jantares e conversas deliciosas.

A cidade é um encanto, velha mesmo, com ar de decadência elegante, cheia de histórias e tradições. A população é extremamente jovem, o que torna a atmosfera vibrante e animada.

Não há muito que fazer, na verdade. Mas quase todos os dias têm algo na programação da moçada.

A rotina é sistemática. Biblioteca, comer em uma das cantinas, tomar muito café e bater papo, biblioteca e casa (ou cerveja/vinho). Minhas aulas são nas sextas e sábados, esquema intenso. Mas, por enquanto, estou adorando. Ótimos professores, excelentes textos, calorosas discussões e muito aprendizado.

Passei ao campo da sociologia e da ciência política sem me dar muito conta disso, e estou me apaixonando.

Texto de 26 de novembro de 2009 (rs)

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