Coimbra me lembra Minas, mas não sei ainda, que cheiro tem.
Quando eu cheguei tinha o cheiro de alguma planta, que eu nunca soube o nome, que tinha no quintal de uma vizinha da minha mãe. Agora, tem cheiro de chuva, melhor, de mato úmido, e às vezes, mas só às vezes, tem uma leve brisa de mar. Tem gosto de pêra. Sólida e melancólica, monumental e decadente, velha e serena.
Neste subir e descer de emoções sutis, vivo em solo firme, porém cambaleio volta e meia, surpreendida pelo intenso novo no velho mundo.
Ultrapassando as fronteiras das minhas fantasias de familiaridade com o adverso, com a alteridade mesmo.
Aprendendo com a África na Colônia, como o outro de mim mesma.
É, esta é a minha Coimbra.
Quando eu cheguei tinha o cheiro de alguma planta, que eu nunca soube o nome, que tinha no quintal de uma vizinha da minha mãe. Agora, tem cheiro de chuva, melhor, de mato úmido, e às vezes, mas só às vezes, tem uma leve brisa de mar. Tem gosto de pêra. Sólida e melancólica, monumental e decadente, velha e serena.
Neste subir e descer de emoções sutis, vivo em solo firme, porém cambaleio volta e meia, surpreendida pelo intenso novo no velho mundo.
Ultrapassando as fronteiras das minhas fantasias de familiaridade com o adverso, com a alteridade mesmo.
Aprendendo com a África na Colônia, como o outro de mim mesma.
É, esta é a minha Coimbra.
Texto: 21.01.2010
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