Amei no Rio, mas vivencie muito pouco. Vamos combinar que trabalhando como uma corninha no circuito Santa, São Cristóvão, Centro não tinha muito jeito…
Foi aqui em Madrid que me surpreendi dobrando várias esquina, com vacas e mais vacas interferindo na paisagem urbana e na vida cotidiana dos transeuntes de uma maneira surrealista e mágica.
Tudo bem, eu amo vaquinhas felizes, mas não creio que exista ninguém neste mundo capaz de não reagir a uma vaca gigante tipo deusa grega alada em plena avenida principal - no bom e velho estilo francês, sem se impactar.
O efeito nas crianças é o mais óbvio e fofo, mas é na gente comum, ordinária e com cara de chata que se nota mais o efeito vacas. É incrível!
Deu até vontade de pintar uma vaca no muro do prédio da polícia de extranjería... seria uma vaca meio passista, meio modernete, meio do rock, vestindo boina preta com uma estrelinha prateada, camisa “eu sou neguinha”, sapatos vermelhos com bolinhas brancas, brincos argolas verdes, fitinha do Senhor do Bonfim, e bolsa do nirvana, com o rabo levantado, cagando en la leche!!!
¿Yo que sé? O fantástico inusitado.
Foto: Plaza de Lavapiés
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