
Meus amigos estão casando e tendo filhos, finalmente.
Eu não tenho a menor ideia do que vou fazer a partir de outubro. Cada dia tomo uma decisão diferente, por motivos variados.
Não sei se acredito mais nos ideais que me moviam tão fervorosamente. Estou seguindo adiante como se esperasse que um (ou vários) evento milagroso decida por mim ou me leve onde tenho que ir, ou senão, onde seja bem legal de estar.
Mas eu não acredito em eventos milagrosos e não tenho a menor ideia de onde, quando ou porque.
Não sei exatamente por que estou aqui agora, mas, depois da cirurgia oftomológica, foi a melhor medida que tomei até agora para ver melhor as coisa - de longe.
Amo tanto os meus amores que a vaidade quase transborda. Me sinto tão especial de ser cercada das pessoas que mais admiro, respeito e adoro.
Olho ao meu redor - de ontem e de hoje - e vejo tanta agressividade gratuita, tanto mal estar, tanta preguiça e indiferença. Nestes momentos me torno a super egoísta de plantão e penso: - melhor para mim que meu micro mundo é cheio de cor, de alegria, de raiva, de entusiasmo, de impulsividade, de conflito...
Eu não sei o que quero, o que vou fazer, do que tenho medo, quando vou voltar para casa, mas acho que não quero saber agora mesmo.
Sou um passarinho. Mas precisamente uma andorinha desgarrada, livre e perdida, voando baixo.
3 comentários:
amore,
tem vezes que eu morro de saudade de vc muito, e fico tentada a falar pra vc voltar pra casa.
mas a questão é simples, se vc olhar de onde etsou olhando:
se vc ficar mais um ano, volta com um doutorado.
se nao ficar, volta com uma pós.
Dói, mas... acho que vc tem que ficar.
e dominar o mundo depois disso.
quero muito que vc conheça o japonês. :)
beijos cheios de saudade
lindo depoimento malucita. beijo no imbigo.
o que dizer?
não há amor que não desemboque em angústia
isso é do lacan , não meu
joao paulo
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